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Raimundo Nonato Monteiro de Santana é o grande homenageado da nona edição do Salão do Livro do Piauí (SALIPI).
O evento lembra ainda o centenário de nascimento de Dinah Silveira de Queiroz, o centenário de nascimento de Nelson Cavaquinho e o escritor Moacir Scliar (in memoriam).
O texto acima foi extraído do livro "Quadrante 1", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1962, pág. 85.
Em 1962, publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”. A partir daí, não parou mais. São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países. Em 1968, publica o livro de contos "O Carnaval dos Animais", que o autor considera de fato sua primeira obra. Colaborou com diversos dos principais meios de comunicação da mídia impressa (Folha de São Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos foram adaptados para o cinema, teatro e tevê. Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar. Nelson Cavaquinho nasceu no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1911. Desde moço demonstrou talento para tocar o cavaquinho, o que lhe valeu o apelido que adotaria para a vida inteira. Ligado à escola de samba da Mangueira, foi um de seus principais compositores. Amigo de boemia de Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda, aos 28 anos largou um cargo na Polícia Militar para se tornar pedreiro.
Seu talento foi reconhecido pelo meio musical, mas não chegou a ter sucesso comercial. Ao contrário de Cartola, que compunha letra e música, na maioria das vezes, Nelson sempre teve parceiros: o mais freqüente foi Guilherme de Brito. Nos anos 60 se apresentou no Zicartola, restaurante aberto por Cartola e sua mulher Zica, e também no show “Opinião”. Em 1965 e 1955 Elizete Cardoso gravou duas músicas suas, o que o levou a ser mais conhecido do público. Algumas de suas canções mais conhecidas são “A flor e o espinho”, “Luz negra” e “Folhas secas”. Ele morreu de enfisema em 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos. |