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Raimundo Nonato Monteiro de Santana é o grande homenageado da nona edição do Salão do Livro do Piauí (SALIPI).

Raimundo Nonato Monteiro de Santana é o grande homenageado da nona edição do Salão do Livro do Piauí (SALIPI).Raimundo Santana é Professor, bacharel em Direito e escritor. Diplomado também pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros, em Economia Política e Sociologia. Nasceu em Campo Maior, em 27 de fevereiro de 1926. Professor catedrático da Universidade Federal do Piauí, lecionou também na Universidade de Brasília, na Escola Superior de Guerra e no Colégio Interamericano de Defesa, em Washington (EUA). Foi prefeito de Campo Maior, entre 1951 e 1955. Fundou o Centro de Estudos Piauienses (1957), Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960), o Fórum Cultural do Piauí e a Fundapi - Fundação de Apoio Cultural do Piauí. Presidiu a Academia Piauiense de Letras (2000-2001), onde ocupa a cadeira número 32. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Municipal de Cultura de Teresina. Bibliografia: O Desenvolvimento Econômico Nacional na Teoria Econômica Geral (1959); Aspectos de uma Ideologia para o Desenvolvimento; Perspectiva Histórica do Piauí; A Evolução Histórica da Economia do Piauí, 1965, Piauí: Formação – Desenvolvimento – Perspectivas, 1995, e Apontamentos para a História Cultural do Piauí, 2003; Evolução Histórica da Economia Piauiense e Outros Assuntos, 2008.


O evento lembra ainda o centenário de nascimento de Dinah Silveira de Queiroz, o centenário de nascimento de Nelson Cavaquinho e o escritor Moacir Scliar (in memoriam).

Dinah Silveira de QueirozDinah Silveira de Queiroz nasceu em 09/11/1910 na capital paulista. Publicou seu primeiro conto em 1937, e dois anos depois lançou seu primeiro livro, "Floradas na Serra", obtendo grande sucesso e sendo premiada pela Academia Paulista de Letras. Em 1954 recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Desempenhou as funções de adido cultural do Brasil junto à nossa Embaixada em Madrid. É a autora de "A Sereia Verde", "Margarida La Roque", "Aventuras do Homem Vegetal", "A Muralha", "O Oitavo Dia", "As Noites do Morro do Encanto", dentre outros. Como cronista, assinou no jornal A Manhã, do Rio de Janeiro, a seção "Café da Manhã", e no Jornal do Commércio, da mesma cidade, a seção "Jornalzinho Pobre". Colaborou em programas na Rádio Ministério da Educação e na Rádio Nacional.

O texto acima foi extraído do livro "Quadrante 1", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1962, pág. 85.


Moacyr Jaime ScliarMoacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Cursou a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se formou em 1962. Em 1963, inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica.

Em 1962, publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”. A partir daí, não parou mais. São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram  publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países.

Em 1968, publica o livro de contos "O Carnaval dos Animais", que o autor considera de fato sua primeira obra. Colaborou com diversos dos principais meios de comunicação da mídia impressa (Folha de São Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos foram adaptados para o cinema, teatro e tevê.

Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar.

O escritor faleceu no dia 27/02/2011, em Porto Alegre (RS), vítima de falência múltipla de órgãos. 


Nelson CavaquinhoNelson Cavaquinho nasceu no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1911. Desde moço demonstrou talento para tocar o cavaquinho, o que lhe valeu o apelido que adotaria para a vida inteira. Ligado à escola de samba da Mangueira, foi um de seus principais compositores. Amigo de boemia de Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda, aos 28 anos largou um cargo na Polícia Militar para se tornar pedreiro.

Seu talento foi reconhecido pelo meio musical, mas não chegou a ter sucesso comercial. Ao contrário de Cartola, que compunha letra e música, na maioria das vezes, Nelson sempre teve parceiros: o mais freqüente foi Guilherme de Brito. Nos anos 60 se apresentou no Zicartola, restaurante aberto por Cartola e sua mulher Zica, e também no show “Opinião”. Em 1965 e 1955 Elizete Cardoso gravou duas músicas suas, o que o levou a ser mais conhecido do público.

Algumas de suas canções mais conhecidas são “A flor e o espinho”, “Luz negra” e “Folhas secas”. Ele morreu de enfisema em 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos.