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Este ano, o SAPLIPI faz sua principal homenagem a Alvina Fernandes Gameiro. Piauiense de Oeiras, nasceu em 10 de novembro de 1917, e faleceu em Brasília, em agosto de 1999. Iniciou os estudos em Teresina, mas seguiu para o Rio de Janeiro, onde formou-se em Artes Plásticas pela Escola Nacional de Belas Artes. Graduou-se pela Universidade de Colúmbia, NY – USA. Foi Professora, romancista, contista, poetisa e pintora. Na Academia Piauiense de Letras, ocupou a cadeira nº 14. Seu pai, o funileiro industrial Antônio Pedro Fernandes residia em uma casa do centro de Teresina, na rua Eliseu Martins, próximo da praça Rio Branco. No final das tardes, ele transformava o local, onde também funcionava seu comércio, em um espaço de bate papos recheados de informação e cultura, onde se reuniam ilustres como: Esmaragdo de Freitas, Cromwell Carvalho, Mário Baptista, Higino Cunha, Simplício Mendes, Benjamim Baptista, Àlvaro Ferreira, Arimathéa Tito, entre outros. Meio a este reduto de escritores, juristas, historiadores, médicos, poetas, políticos e magistrados, Alvina Gameiro afia a cultura e percepção que herdara do pai. Casou-se com o engenheiro arquiteto Argemiro Gameiro, com quem teve três filhos: Guttemberg, Elizabeth e Argemiro. Obra Alvina foi professora de português e de Inglês de vários colégios do Piauí, Ceará, e do Maranhão, tendo lecionado também na Faculdade de Filosofia de São Luis. A autora também enveredou pelas artes plásticas, principalmente pela pintura, com trabalhos reconhecidos. Mas é como escritora que obtém maior destaque. Tem como foco principal a retratação do sertão, as paisagens, as pessoas e seus costumes. Após o olhar contemplativo e nostálgico, passava para a observação social, mais adentro, constatando e revelando as infindáveis lutas entre a terra, o homem e sua condição. Estas percepções são mais afloradas na sua mais aclamada obra: “Curral de Serras” (1980), como no trecho “... Desne que mundo é mundo, capim é cabelo da terra, cobertor do chão, esperança dos vivos, quando cai chuva e ele verdece, é nem ver um bilhete da saudade...”. A obra de Alvina Gameiro se inicia vários anos antes, em 1957, com o romance “A Vela e o Temporal”, seguido de “O Vale das Açucenas”, em 1960. Em 1067 editou seu primeiro livro de poesias, “Orfeão de Sonho”. Seu primeiro conto vem em 1970, como o livro “15 Contos que o Destino Escreveu”. Ao mesclar romance e poesia em 1971, com “Chico Vaqueiro do Meu Piauí”, já era escritora festejada no Piauí e no país. Mas somente em 1980 lança “Curral de Serras”, o que para muitos é sua principal obra. Em 1988 ainda edita “Contos dos Sertões do Piauí”, dando prosseguimento à temática regional piauiense. Fonte: Usina de Letras ( Moura Lima). |